Nosso refúgio em Cascais – Lisboa

A única coisa certa na vida de um imigrante, para qualquer lugar que ele vá, são os altos e baixos que ele vai passar.

E aqui não foi diferente.

Como falei no post anterior ” 2 meses em Portugal – Dicas e Experiências “,  é preciso saber lidar com essa enxurrada de sentimentos. Mas quem diz que a gente sabe?

Não, não sabemos…e uma das coisas mais fundamentais para quem está nesse processo de adaptação é o reconhecimento de terreno, da vizinhança.

Lá no seu país você tinha sua cama pra chorar…seu travesseiro para afogar as mágoas. Corria pro colo da amiga em qualquer perrengue não planejado.

Mas o que fazer quando sua cama é estranha, seu travesseiro não tem mais seu cheiro e sua amiga está separada de você por um oceano?

É preciso buscar lugares que você se identifique. Lugares que te dão paz.

Aquele lugarzinho que quando bater aquela deprê de fim de tarde de um domingo na Europa, vai te abrigar, te energizar, te fazer não pensar e te dar força e coragem pra seguir adiante.

Aqui o nosso lugar escolhido foi  Parque Marechal Carmona e a Praia de Santa Marta.

Bem, o parque por causa da minha psicopatia por piqueniques. Parque maravilhoso com um gramado enorme onde as famílias passam tardes jogando bola, disco, fazendo piquenique e sendo felizes.

Com 3 parquinhos divididos por faixas etárias, patinhos, pintinhos, pavão e etc. soltos fazendo a alegria da criançada.

Lá você vai pra esquecer da vida. E o melhor….basta cruzar o parque pra você cair na praia mais bonita de Cascais na minha opinião. A praia de Santa Marta.

Lá você vai pra se energizar…deixar tudo de ruim pra água do mar levar…que delícia de lugar.

Sem mais delongas, confere aqui o vídeo e me diz….tem como escolher outro lugar?

 

2 meses em Portugal – Dicas e Experiências

É galera…

Acabamos de fazer 2 meses aqui em Portugal!!!

Nossa…quantas coisas passamos, quantos erros cometemos e o quanto descobrimos nesse tempo.

Sim, descobrir lugares é legal…faz parte. Mas o que descobrimos vai muito além disso.

Nessa vida de imigrante você se reinventa todo dia…descobre quem são seus verdadeiros amigos (e olha que surpreende hein)…descobre que você é capaz de quebrar seus próprios preconceitos, enfim….você percebe que se você chegou até aqui…..você é capaz de conseguir tudo o que quiser.

Mas não é fácil largar sua pátria e se arriscar em um lugar desconhecido.

A vida de recém expatriado é uma constante montanha russa, onde hoje você está bem e amanhã a saudade te devasta, te dando uma vontade louca de pegar o primeiro vôo para sua terra de origem.

Hoje você está animado…cheio de planos…amanhã? Não se sabe…

Aliás…você tem que aprender a viver com o poder da incerteza, abstrair e viver um dia de cada vez….nem criar muita expectativa e nem sofrer com antecedência. Simplesmente deixar acontecer. Afinal….muitas coisas não dependem de você.

Tudo é um constante aprendizado. É descobrir o jeito certo de falar seu número de telefone, decorar seu endereço, aprender o caminho do mercado, descobrir qual é o melhor mercado, qual é a melhor carne, a melhor escola, onde estacionar, onde ir, o que fazer, como preencher um formulário, etc…etc..etc…….e eu poderia ficar aqui listando milhares de coisas que antes nos eram corriqueiras e agora se tornam grandes desafios com direito a grandes comemorações quando conquistados.

Mas veja bem….eu disse que não é fácil…e não que não é bom…Por isso vou relatar aqui algumas dicas e experiência que deram certo comigo, para que você tenha uma boa chegada aqui em Portugal.

1 – Prepare-se financeiramente e psicologicamente

Nem preciso falar que você deve estar preparado financeiramente pra esse projeto. Ainda mais nesse início, em que gastasse muito com documentação, moradia e transporte.

Qualquer documentação que se vai tirar é paga.

Pra ter noção, para o processo de equivalência da profissão do Marcus, tivemos que desembolsar a quantia de 500 euros.

Mas tão importante quanto o preparo financeiro é o preparo psicológico.

Você pode trazer o dinheiro que for, mas se você não tiver preparado psicologicamente pra enfrentar os altos e baixos…seu sonho pode ir por água abaixo.

E tenha em mente que tudo o que você planejou, sairá bem diferente aqui.

Pode ter certeza que você vai precisar correr atrás de um documento de última hora. Vai se desesperar com um prazo dado. Vai receber muitos nãos e muitas caras feias.

Mas não se abale….todo mundo passa por isso.

2 – Pesquise…mas filtre

Pesquise muito sobre locais, vistos, documentação. Participe de grupos de facebook. Entre em contato com as pessoas. Muita gente está disposta a ajudar (eu sou uma delas…esteja a vontade pra mandar email ou se preferir pode falar comigo no instagram @encontrodemamaes).

Mas não tome como verdade absoluta uma experiência. Ouça vários relatos. Converse com várias pessoas e dê preferência a conversar com pessoas que moram onde você vai (ou pretende) morar.

Aqui em Portugal as informações, prazos, documentações mudam muito de um lugar para o outro. Por isso é bom ter sempre por base pessoas que moram na mesma região que você escolheu.

Mas lembre-se que cada caso é um caso.
Uns vem com cidadania, outros com visto, outros como turista….portanto, procure ouvir pessoas com a situação parecida com a sua.

3 – Conheça seus direitos

Tenha na ponta da língua seus direitos.

Percebi muito aqui o desencontro de informações. Eu mesma quando fui tirar meu NIF (Número de Identificação Fiscal, que falarei mais abaixo) tive problemas e a atendente não quis tirar. Mas argumentei com meus conhecimentos, ela chamou uma outra atendente e em meia hora estávamos nós 4 com o NIF na mão.

Uma outra dica muito importante é sobre o livro de reclamações.

Sempre que se sentir lesado ou mal atendido peça o livro de reclamações do estabelecimento. Eles dão muito valor a isso.

Comprovei na prática no SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), quando a atendente nem olhou para a minha cara e ainda me passou informação errada.

Pedi o livro de reclamações e o atendimento mudou.

Se eu não conhecesse meus direitos e não batesse o pé, só daria a entrada na residência do Marcus em outubro, correndo o risco de ficar pronta somente no ano que vem.

4 – Aculture-se

Se é que essa palavra existe.

Mas pesquise sobre a cultura do local e quando saltar do avião, absorva tudo o que aprendeu. Incorpora.

Parece bobagem…mas você vai evitar muitos atritos se souber lidar com a nova cultura e meio caminho já estará andado e desgastes psicológicos serão evitados.

5 – Planeje sua chegada

Por último mas não menos importante, planeje sua chegada.

Mas planeje…planeje muito, pois como sempre falo aqui…por mais planejado que tenha sido…nunca sai da maneira que você planejou.

Por isso,  escrevo aqui algumas dicas fundamentais do que passei, para ajudar você no seu planejamento.

Mas lembre-se….essa é minha experiência, com você pode ser diferente.

  • Adaptação x época
    Quando se viaja com 2 crianças, principalmente uma mudança tão drástica, temos que levar em conta o clima, para facilitar ainda mais a adaptação deles.
    Por esse motivo escolhi o mês de maio/junho para chegar. Verão chegando. Temperatura mais parecida com a do Brasil…tudo fica mais fácil.Sim, deveria….mas nem tudo, mas isso é papo pra ouro post.Mas chegar no verão realmente facilitou a nossa vida para muitas coisas. Para outras nem tanto (mas prometo ser o próximo post).Facilitou porque tudo fica mais alegre. A cidade super ativa e cheia de eventos.
    Além do choque de temperatura ser menor. Imagina só…fazer toda a burocracia com crianças, de comboio (trem) com vento gelado e chuva? Não rola né?
  • Moradia
    Pois bem…continuando, fiquei tão preocupada com a adaptação das meninas ao clima que não me atentei ao principal.
    Vim morar em Cascais em junho….cidade de praia, férias…Europa em peso vem pra cá.
    Logo: pouca oferta, muita procura….preços lá em cima e o mais difícil: você, estrangeiro, sem fiador e tendo que concorrer com outros portugueses na proposta.Sem exagero, os imóveis era meio que leiloados.Aparecia um imóvel e se não ligasse no dia, ele já corria o risco de ser arrendado (alugado).
    Se você der a sorte de conseguir marcar a visita. Já faça sua proposta.
    Como não tínhamos fiador e nem contrato de trabalho, nossa solução foi oferecer o pagamento adiantado de um ano.Foi duro, mas conseguimos achar nosso ap. e colocamos ele da nossa carinha.Ainda não é o ap que sonhamos, mas como sempre falo…um dia de cada vez.
  • Escola
    Chegamos em uma época em que as escolas estavam começando a entrar de férias.
    isso é bom, pois as meninas vão entrar no início do ano letivo (setembro) e não pegarão a turma já encaminhada…o que facilita a adaptação.Por outro lado, o que fazer com 2 crianças, 3 meses em casa no auge da energia?Bem, a Bela coloquei durante 1 mês na ATL (Atividade de Tempo Livre), espécie de colônia de férias aqui. Marina é muito pequenina ainda. De resto…só nos resta turistar…com aquela sensação boa de não ser mais turistas rs.Outro ponto positivo é que consegui pegar a inscrição das escolas públicas, ou seja, consegui matricular a Bela na escola pública ao lado de casa.
    A Marina por ser infantário, precisa ir para o o particular.
  • Documentação
    Esse tópico merece um post exclusivo, e farei em breve, mas já adianto algumas coisas.
    Assim que chegar já faça o NIF para você e seus filhos. NIF (Número de Identificação Fiscal) é como se fosse o CPF do Brasil.
    Sem NIF você não é ninguém aqui.
    Se você não é cidadão, basta levar passaporte e comprovante de residência do Brasil (sim…é verdade rs…do Brasil). você precisará também de um cidadão para ser o seu “responsável” e assinar por você.Se você é cidadão, basta levar seu passaporte português ou cartão cidadão e um comprovativo de morada (comprovante de residência de Portugal) e o NIF estará feito.O NIF é feito a loja do cidadão de sua cidade/freguesia.E se você vai tirar a residência, precisa agendar sua ida no SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) e no dia agendado precisa ir munido de uma gama de documentação:passaporte, antecedentes criminais (que se tira na Polícia Federal no Brasil ou no Consulado Brasileiro aqui em Portugal), comprovativo de morada, comprovativos dos meios de subsistência ou extratos bancários de Portugal e no caso do meu marido, como sou cidadã, ele precisava mostrar a certidão de casamento Portuguesa ou o assento de Casamento.
    IMPORTANTE:O SEF em Cascais está demorando no mínimo 3 meses para fazer a marcação. Em Lisboa são 6 meses. Agende do Brasil.
    Nós agendamos em fevereiro, para  junho, e em um mês meu marido estava com a residência em mãos.

É isso pessoal, prometo me aprofundar nesses assuntos. E se você deseja saber como se deu nosso processo de chegada até aqui….basta acessar esse Post

Mandem nos comentários sugestões de temas e se gostou compartilha.

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Nossa primeira Road Trip – Ericeira – Mafra

E nesse último final de semana foi dia de fazermos nossa primeira road trip.

A correria do dia a dia não nos permitiu fazer antes.

Fomos a Ericeira, uma vila encantadora no concelho de Mafra e há apenas 35 km de Lisboa.

Ericeira é um dos paraísos do surf aqui de Portugal.

Dizem os surfistas que as ondas de Ericeira são “diferentes”.

Realmente é um lugar encantador.

Ficamos em Ribeira D´Ilhas, reserva mundial do surf.

Muito tranquilo para ir com crianças…, mas leve comida, pois o único restaurante que tem é bem carinho.

 

Rumo ao maior desafio de nossas vidas – Por que Portugal?

E o post mais esperado e pedido saiiuuu…

Todo mundo já sabe da minha vontade de sair do Brasil (se você não sabe, clique aqui que você vai saber). E todo mundo sabe que o Marcus não tinha essa vontade….mas com o tempo passou a ter essa necessidade.

Mas o que ninguém sabe e todo mundo me pergunta é: Por que Portugal?

Bem…vamos lá….

Acreditem….eu NUNCA tive vontade de conhecer Portugal, até…. conhecer Portugal.

Não sei explicar…mas Portugal nunca me encheu os olhos.

Acho que por ele ser tão parecido com o Brasil….sei lá….eu achava isso.

Calma…não sou metida….muito menos nariz em pé…ao contrário. Aqui as viagens são muito bem planejadas pois faltava tempo e dinheiro nunca sobrava…..então queria conhecer muita coisa nova. Coisas diferentes…

Até que resolvemos passar um natal na Europa, visitando meu irmão e pensei…porque não conhecer Portugal?

Eu estava no processo de convencer o Marcus que essa seria a melhor coisa pra nossa família. E se eu achava Portugal parecido com o Brasil e ele amava o Brasil….ele iria amar Portugal….que tal?!

Mas….no dia da viagem…uma nevasca nos pegou e ficamos 3 horas dentro do avião na Holanda sem poder sair. Conclusão: o vôo foi cancelado e não conseguimos outro….e também não tínhamos data pra ir pois 3 dias depois era reveillon e em 02/01 voltaríamos para o Brasil.

Pensa numa pessoa arrasada….vendo seu sonho de morar fora indo pro ralo. Porque conhecendo meu marido do jeito que eu conheço….só Portugal poderia convencê-lo.

Mas quem sou eu pra contrariar. Se Deus quis assim…provavelmente ele estava guardando alguma coisa especial pra mim.

E estava…

1 ano depois… aquela vontade em mim, se transformou em necessidade nele.

Foi aí que decidimos, JUNTOS….agora é a hora. E aí todo o nosso planejamento começou, (pra quem não leu, contei no post: Rumo ao maior desafio de nossas vidas – Portugal – E agora?).

Mas Simone, Por que Portugal?!

Nunca cogitamos outro lugar. Mesmo sem conhecer e sem saber nada de lá, as facilidades eram muitas.

Primeiro, eu e as meninas temos a nacionalidade Portuguesa, ou seja, somos cidadãs de Portugal. Portanto somos legalizadas e o Marcus por ser marido e pai de cidadãs portuguesas, legalizado estará. Falaremos em outro post sobre o processo de residência/nacionalidade para cônjuge de cidadão português.

Segundo, a língua. Tá certo que não somos os melhores do mundo no inglês. Estamos MUITO…mas MUITO longe disso. Mas além do Português nos facilitar muito na comunicação, vai ajudar MUITO na adaptação. Porque vamos combinar que falar um mês uma língua muito diferente é uma coisa. Mas pra sempre? Não dá. Precisamos dessa identificação.

Isso foi só o começo. Depois que você começa a pesquisar sobre o lugar….meu Deus….Você vê que só tem a ganhar.

O clima, as paisagens, a vida cultural, os serviços públicos…enfim….eu poderia ficar dias aqui citando.

Mas uma coisa é certa….você não pode decidir MUDAR toda a sua vida e principalmente das suas filhas sem conhecer seu novo Lar.

Foi aí que decidimos….Marina com 3 meses, Bela com 3 anos e nós….rumo a Portugal….desvendar todos os lugares que planejamos e decidir aquele pelo qual nos encantamos.

Ah gente…aí foi só alegria. Cheguei um dia antes com as meninas. Marcus foi depois.

Fiquei encantada…sério mesmo….deslumbrada…igual pinto no lixo.

As coisas funcionavam, os carros paravam, o carrinho de bebê eu podia deixar na entrada do prédio (pois não tinha elevador) e pasmem….NINGUÉM roubava, o clima estava agradável, eu saía de madrugada com o Marcus, a pé, de metrô. O Marcus surfava e de bom humor ele voltava (TE AMO MÔ 🙂 )

Ahhhh…tem o mar que ele AMA. E ao lado os castelos que eu AMO. Tem os Pastéis de Belém, tem o Bacalhau à lagareiro. Tem os eventos, os shows….

Mas tem principalmente a LIBERDADE para minhas filhas. A DIGNIDADE para minha família. E o jeito desacelerado de VIVER A VIDA.  E sem desmerecer todas as outras coisas que falei anteriormente. Essas 3 foram a nossa motivação.

Não….Não existe paraíso na terra. Portugal tem seus problemas. O desemprego é grande, os salários são baixos, pode acontecer preconceito com imigrantes (apesar de eu achar que depende muito da postura de cada um), fazer amizade talvez não seja tão fácil.

Mas cabe a você se planejar, ler e entender…Toda escolha traz uma renúncia. Cabe a você decidir como prefere viver.

Há quem diga que Portugal é um pedacinho do Brasil na Europa….será?

E pra dar aquele gostinho…um pouquinho da nossa viagem, de Norte a Sul de Portugal.

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Saindo do Brasil – A saudade dos que AINDA não deixamos

Sei que no último post em que falei de todo o processo de planejamento pra nossa saída do Brasil (clique aqui pra ver) eu havia prometido falar sobre a nossa primeira viagem para Portugal..

Mas…

Diante de tanta novidade…sei que a mais difícil será ela…a SAUDADE.
Eita sentimento bonito de escrever mas tão difícil de se viver. E por isso que resolvi dar lugar a ela hoje no blog.
Diante de tanto aperto, acho que é o melhor que eu tinha a fazer.

Engana-se quem acha que temos saudades somente daquilo ou de quem já deixamos pra trás.
Sentimos saudades também de quem sabemos que vamos deixar (e ainda não deixamos) e como a vida é um ciclo e cada um toma seu caminho, não podemos evitar.

Aliás, se tem saudade pior do que daqueles que AINDA vamos deixar eu desconheço.
Ela ainda não é uma lembrança. Ela está lá…presente, te impedindo de viver o momento com medo do que vem pela frente. E cabe SOMENTE a VOCÊ se desvencilhar dessa armadilha para o momento viver.

Posso dizer que essa fase pré-viagem é um tanto quanto agoniante.

Pensa numa montanha russa…

Você tem a fase da subida em que você pensa “Caraca PO%$#@, o que eu estou fazendo aqui? Em que furada me meti?”

Depois você tem a fase das descidas e loopings e com aquela adrenalina….no calor do momento você pensa: “Caraca PO%$#@, que bom que estou aqui.”

E depois a hora em que o carrinho para, e na calmaria você pensa: “Ainda bem, que estou aqui. Ainda bem que nessa furada me meti.” E vem aquela sensação de alívio.

Pensou? Realizou?

É assim que tem sido meus dias. TODOS OS DIAS.

Pareço que estou e uma montanha russa constante diariamente.

Sempre certa da decisão tomada. Mas com aquela sensação de querer levar todo mundo comigo numa mala.

Tem gostados do meus textos e do BLOG? Compartilha e siga a gente no instagram: @encontrodemamaes . Essa divulgação é fundamental para continuidade do meu trabalho.

Obrigada a todos pelo carinho que tenho recebido.

Rumo ao maior desafio de nossas vidas – Portugal-E agora?

“E agora estamos aqui…há um mês de realizar nosso sonho. De transformar nossas vidas.

O destino escolhido? Portugal”

E foi assim que acabou o primeiro post em que eu conto como se deu a nossa decisão em sair do país. (Se você não leu….não deixe de clicar aqui).

Mas e agora? Por onde começar? O que fazer?

Eu de licença maternidade…com uma filha de 3 anos e uma recém nascida em casa.

Marcus trabalhando que nem um louco.

Já sabíamos que para uma mudança desse porte dar certo só há 2 coisas essenciais: PLANEJAMENTO e VONTADE.

E com a gente não foi diferente. Isso mesmo….o planejamento já começa a partir do momento em que a decisão foi tomada. E aqui em casa antes de qualquer coisa já definimos: Eu, que estava em casa, fico responsável por todas as pesquisas e obter o maior número de informações.

E foi assim que se deu os passos seguintes.

Qual foi o primeiro passo? Nem preciso falar né? Dr. GOOGLE e minhas super perguntas: “Como morar no exterior?”, “É possível morar no exterior?”, “O que fazer para morar no exterior.”

Ahhh essa é clássica: “É possível morar no exterior com pouco dinheiro?” (quem nunca? rs…)

E depois fui afunilando:

“Morando em Portugal, por onde começar?”, “Custo de vida em Portugal.” e assim por diante.

Mas sério gente….se prepara para noites e noites sem dormir, pois essa pesquisa começa a ficar viciante. É uma bola de neve. Você entra num site pra procurar custos, esse site já te leva pra outro que fala sobre documentação, que depois te leva pra outro que te fala sobre emprego. Quando você percebe, já está amanhecendo e você não dormiu ABSOLUTAMENTE NADA.

Mas sabe qual é o mais engraçado? Que você nem sente falta de dormir. A sua adrenalina e sede por informação é tão grande que você fica horas e horas pesquisando na maior felicidade do mundo.

Junto com as pesquisas, você começa a ver MUITOS vídeos de brasileiros no exterior.

Ahhhhhh aí já era. Você começa a ver brasileiros que se deram bem lá fora e lascou….sua vontade é pegar as suas coisas e ir no dia seguinte mesmo.

Nossa…como esses vídeos de superação começa a nos despertar cada vez mais a vontade de sair.

Mas uma coisa MUITO fundamental e que me ajudou muito nessa busca ensandecida de informação, são os grupos do FACEBOOK e INSTAGRAM (quem quiser mais informações sobre os grupos que participei, pode mandar email ou me contactar pelo instagram @encontrodemamaes ).

Impressionante como nesse grupo as pessoas estão dispostas a ajudar. São pessoas que passaram pelo mesmo processo que você passou e que ainda vai passar e já sabem todos os problemas que você vai enfrentar.
É só colocar suas dúvidas e em pouquíssimo tempo terá a solução.

E mais do que isso. Nesses grupos você vê todas as situações possíveis. Gente que foi há pouco tempo. Gente que mora lá há anos. Gente que voltou porque não se adaptou. Gente que está se adaptando. TUDO…e então você começa a perder um pouco daquela visão de que morar fora é viver no mundo de Alice e começa a ser mais realista. Você percebe que enfrentará MUITAS dificuldades e que cabe SOMENTE a VOCÊ escrever sua história.

Agora o principal mesmo é que você é capaz de fazer amizades nesses grupos. Impressionante mesmo o carinho das pessoas. Lembro até hoje da primeira pessoa que conheci e que falo até hoje.

A Cris. Com uma história muito parecida com a minha…Eu praticamente vivi com ela via whatsapp durante um tempo. Ela filmava pra mim o caminho da escola da filha, o mercado, o apartamento e por aí vai. Foi minha grande incentivadora a não desistir. Hoje a Cris tem um grupo no face, o “Brasileiros em Braga” e presta consultoria e faz alguns serviços para quem está querendo se mudar (anota aí o bizu: contato@brasileirosembraga.com). Ela é uma fofa e com um baita conhecimento.

PRONTO…Meses buscando informações. E agora?

Depois de ter levantado TODO tipo de informação que você possa imaginar: documentação, escola, saúde, mercado de trabalho pra mim e pro Marcus, cidadania, residência, salários, custo de vida (mercado, agua, luz, aluguel…TUDO) o próximo passo é organizar as informações e apresentar pro Marcus.

Isso mesmo gente. Marcus se envolveu muito pouco nesse processo e eu coloquei tudo organizado como se fosse mesmo uma apresentação de TCC (trabalho de Conclusão de Curso da faculdade).

Só que como todo planejamento, o principal não podia faltar:

Nossa planilha de Custos.

Fiz uma mega planilha colocando todos os custos que levantei (considerando a região que a princípio havíamos escolhido para morar. Mas depois tudo mudou, mas aí é assunto para outro post), colocando o valor que tínhamos disponível pra levar e fiz uma simulação com a variação do EURO.

Além disso fiz uma projeção de quantos meses conseguiríamos nos sustentar caso a gente não consiga trabalhar e assim sem ter nenhuma renda extra.

Se esse planejamento vingou?

Bem…vamos lá…fiz esse panejamento há um ano atrás, quando decidimos então dar esse passo. Até aqui MUITA coisa mudou….saí do emprego, mudamos a região que iríamos morar…mas esse planejamento foi FUNDAMENTAL. foi ele que nos disse: SIM É POSSÌVEL A REALIZAÇÃO DESSE SONHO.

Informações levantadas…Planejamento financeiro efetuado. E AGORA?

Agora, rumo a conhecer Portugal pela primeira vez e decidir onde vamos morar…A exato um ano atrás.

Eu, Marcus, Marina com 3 meses e Bela com 4 anos…a Viagem mais emocionante de nossas vidas e que ia ditar nosso destino.

Prometo que vou contar sobre ela no próximo post.

Gostou do post? Compartilhe para podermos ajudar o maior número de pessoas que acham que é inviável esse projeto….

E não esquece de seguir a gente no Instagram (@encontrodemamaes) e acompanhar nosso processo de mudança.

Nem preciso dizer que vou amar conversar com você…se tiver dúvidas, dicas e etc. pode mandar mensagem, email, direct ou comentar aqui.

bjs 

 

 

Rumo ao maior desafio de nossas vidas – A realização de um sonho

Ah…finalmente esse post saiu.

Estava muito ansiosa pra escrever ele. Queria que ele saísse perfeito. Mas de tanto buscar a perfeição, ficava enrolando, enrolando…então resolvi pegar o computador…e começar a escrever…e deixar a emoção me guiar.

Então vamos lá.

Vou contar um pouco da nossa mudança de pensamento desde que as meninas nasceram, até a grande tomada de decisão que mudará nossas vidas completamente.

Há quem diga que filhos são obstáculos para realização de nossos sonhos e projetos pessoais. Mas aqui em casa foi diferente. Não sei explicar. Parece que o nascimento das meninas foi um impulsionador (sei lá se existe essa palavra) na nossa busca desenfreada de conquistas pessoais.

Sempre gostei muito de viajar. Mas a nossa rotina pesada de trabalhos acabou por fazer que esquecêssemos um pouco de nossos projetos. OK, nesse caso um projeto mais meu do que dele. Marcus não ERA muito dessa vibe. Mas SIM…as pessoas mudam…principalmente quando tem uma mala (prazer eu) por trás atormentando.

E pra completar, tenho um irmão que mora na Holanda e meus pais passam metade do ano lá e metade cá no Brasil. E nem preciso dizer que praticamente viajava com eles por histórias contadas e fotos mostradas.

E então a Bela nasceu….e uma vontade absurda de mostrar o mundo pra ela me acometeu (aqui no blog vocês podem conferir alguns posts de dicas para viajar de avião com bebês, dicas para malas de inverno, etc).

E foi então que quando ela fez 1 ano e 2 meses fizemos nossa primeira viagem pra Europa. O destino era: Eindhoven e Amsterdã na Holanda, Paris, Londres e de quebra demos uma passada na Alemanha e Bélgica.

Para Bela, não fazia diferença. Para o Marcus, uma viagem normal. Mas para mim….ah pra mim…como sonhei com aquela viagem. Sonhei mesmo gente, sem brincadeira….no sentido literário da palavra…sonhei várias vezes com essa viagem quando dormia.

Quando cheguei la, ao mesmo tempo que fiquei encantada e realizada….parecia que eu já havia estado naquele lugar. Não sei. Talvez por ouvir tantas histórias dos meus pais. Talvez por viajar um pouco com eles em cada história. Era tudo do jeitinho que imaginei. A arquitetura. Os castelos. As pessoas. Como tudo funcionava….como tudo era seguro…enfim…poderia ficar aqui horas falando.

Mas chegou a hora de voltar e nem preciso dizer que deprimida eu fiquei. Mas uma coisa coloquei na minha cabeça….um dia eu volto pra esse lugar.

E voltamos….no ano seguinte. Conhecemos outros países. Outros lugares. E nossa Belota sempre a tira colo.

Mas…mais uma vez a viagem acabou. Mais uma vez deprimida eu fiquei e meti outra coisa na minha cabeça: “Ainda vou morar nesse lugar.”

Mas não dependia só de mim….tinha meu marido que era totalmente avesso a Europa.

E sério gente. Encasquetei com isso. Coloquei na cabeça e pronto. Mas sempre achei que era uma coisa muito…mas muito distante.

Mas aí…o Brasil começou a dar sinal de crise. O Rio de Janeiro (onde moramos atualmente) começou a ficar cada vez mais perigoso. Notícias atrás de notícias. Noticias essas preocupantes e deprimentes. E praticamente TODA SEMANA, para não dizer TODO SANTO DIA eu falava no ouvido dele da minha necessidade de sair do Brasil e dar uma condição de vida melhor pra Bela. Sempre mandava reportagens de Brasileiros que largaram tudo em busca de condições mais dignas no exterior, notícias ruins do Brasil, etc.

E sabe qual é o pior? Via meu sonho cada vez mais distante, pois ele afirmava diversas vezes que nunca sairíamos.

E então nesse meio tempo….nosso inesperado mais esperado apareceu…e nasceu. Marininha….minha segundinha.

E quando eu falo que  os filhos aqui nos impulsionam….não estou mentindo.

Lembro como se fosse hoje….Marina com 15 dias, mamando serena no sofá da casa dos meus pais. Marcus senta do meu lado e diz: “Você quer mesmo sair do Brasil?”

E foi aí que tudo começou…..

1 ano de pesquisas se passou….

Foram meses na madruga com a Marina em um braço mamando….e o celular na outra mão buscando informações, entrando em grupos e sugando tudo que eu tinha de informação pra esse projeto.

E agora estamos aqui….há um mês de realizar nosso sonho. De transformar nossas vidas.

O destino escolhido? Portugal

Fica ligado aqui pois farei outro post contando o porque escolhemos Portugal e como se deu todo esse processo.

Tem alguma curiosidade ou algum tópico sobre essa mudança que você queira que eu conte aqui? Pode mandar email.

Ou me segue lá no instagram @encontrodemamaes e acompanha o dia a dia de uma mãe enrolada…com duas crianças e de mudança pra Portugal, vou adorar falar com você.

 

Os meus maiores medos na gravidez

Quando engravidamos, principalmente se for a primeira gravidez, uma enxurrada de dúvidas tomam conta da gente.

Aí o que acontece? Corremos pra onde? Dr. GOOGLE é claro (sim…temos um obstetra, mas sempre apelamos para o GOOGLE para tirarmos nossas dúvidas, é ou não é verdade?) e aí já era. Uma notícia puxa a outra, e você começa a ver as coisas mais bizarras da face da terra, e o pior….você começa a sentir todas aquelas coisas que você cismou que tem…mas em 90% dos casos não tem.

Se você está grávida ou já esteve, provavelmente deu aquele sorrisinho pois SABE que fez exatamente isso…Confessa vai!. Se pretende engravidar, você pode ser um SER HUMANO normal e não passar por essa fase. O que eu duvido, pois junto com o bebê vem as neuras…tipo Sandy e Junior….sempre juntos.

Bem, comigo as neuras começaram no BETA. Isabela tinha 2 semanas de vida e eu já comecei com as neuras…mal eu sabia que as neuras depois do nascimento dela só iam piorar. Mas voltando…

Qual foi a primeira coisa que fiz quando eu recebi o beta de 118? Já joguei no google: “Beta 118 é bom?!.” …Olha o nível que chega a pessoa nervosa com o POSITIVO.

Pra quê, gente…me diz? Uma pergunta totalmente vaga…mas enfim….eu vi todas as respostas que vocês possam imaginar em 5 minutos. Naveguei de uma gravidez de gêmeos em um site que falava que esse BETA era alto até uma gravidez ectópica em que falava que era um BETA muito baixo.

Aí começam os cálculos da data da última menstruação, e aí você começa a sentir TODOS os sintomas que leu na internet…..e o ciclo não para.

Esse foi só o início…depois disso vem as dúvidas: posso comer canela? posso fazer sexo na gravidez? Meu stress pode fazer mau pro bebê?

Enfim…eu poderia listar aqui zilhões de medos que eu tinha…mas vou citar aqui só os principais…pra ajudar as mamães e futuras mamães com alguns esclarecimentos e além disso….a se acharem normal rs. Pois podem ter certeza….quase todas passam por isso.

1 – Posso sofrer um aborto do nada?

Acho que esse é um dos principais medos das gestantes. Quando meu obstetra pediu pra eu não contar pra ninguém antes dos 3 meses eu dei uma surtada…pois TODO MUNDO já sabia.

A maioria dos abortos naturais acontecem no primeiro trimestre da gravidez e em 20% das mulheres. Ou seja, a grande maioria das gestações evoluem sem nenhum tipo de problema.

Ah e outra coisa. Já foi comprovado que a maioria dos abortos naturais acontecem pela má formação do feto e não por algum comportamento da mãe.

Portanto, siga sua gravidez de forma saudável e se por acaso você passou por um aborto…não se culpe de maneira alguma.

2 – Posso fazer sexo na gravidez?

Por mais que o obstetra me falasse que SIM…pode fazer sem problemas, eu achava meio surreal. E lá fui eu para o Dr. GOOGLE e vi que se a gravidez é saudável…realmente pode…sem problemas.

Algumas mulheres tem mais vontade. Outras menos. As alterações hormonais são muitas. Faça quando tiver vontade.

3 – Tenho estado muito estressada. Pode fazer mal para o bebê?

Nossa…Como me estressei na gravidez da Bela e da Marina!!! Além das alterações hormonais tinha a pressão do trabalho. Precisei ser afastada algumas vezes, mas de acordo com o obstetra, o afastamento é mais para o meu bem estar.

O estresse isolado não faz mal para o bebê. Mas é claro que se vier acompanhado de uma alteração na pressão por ex. é bom ter cuidados especiais.

4 – Tenho vomitado muito. Será que o bebê tem recebido todos os nutrientes?

Meu Deus….só de lembrar da gravidez da Marina fico arrepiada. Diferente da gravidez da Bela passei muto mal. Lembro até hoje um dia que fui vomitando de casa até o hospital sem parar e lá tive que ficar para tomar soro.

Ficava desesperada em não estar alimentando a Marina o suficiente.

Mas o fato é que quando os vômitos acontecem no primeiro trimestre, não há relação com o feto.

É claro que se a gestante estiver emagrecendo muito precisará de um tratamento especial. Mas fora isso, não precisa de neuras.

5 – Vou dar conta de ser mãe?

Engraçado que na primeira gravidez eu nunca tive essa dúvida. Eu sabia que daria conta. Isabela foi muito planejada. Meu sonho sempre foi ser mãe. Sabia que ia dar conta do recado e NUNCA tive dúvida.

Mas a com a vinda da Marina eu realmente fui pega de surpresa. Esse medo bateu aqui sim…confesso. Será que eu ia conseguir dar conta de ser mãe de duas?

Sempre damos conta gente. Aos trancos e barrancos. Errando e acertando. Se você é uma mãe zelosa e amorosa….você está no caminho certo.

O resto…o tempo nos ensina.

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Minha experiência com o colar de âmbar!

Se você é mãe de criança, provavelmente já ouviu falar no Colar de Âmbar, certo?

Se não ouviu, provavelmente já viu no pescoço de vários bebês, aquele colar super estiloso, na cor caramelo, feito com várias pedrinhas. Com certeza já viu né?

Esse colar é chamado colar de âmbar do mar báltico.

Muito vemos na internet sobre informações técnicas desse colar. Mas pouco vemos de experiências de mães relatando se deu certo ou não com seus bebês.

Eu fiquei muito na dúvida se comprava ou não….por isso o objetivo desse post é relatar um pouco da minha experiência com esse acessório que começou a fazer o maior sucesso depois que foram divulgadas fotos da filha da Gisele Bundchen usando esse colar.

Mas vamos por partes….

O que é o âmbar e para que serve?

O âmbar é uma resina vegetal, encontrada na região dos Bálticos (principalmente).

Nele se encontra o ácido succínico e segundo estudos, esse ácido em grandes quantidades serve como um poderoso relaxante neuromuscular e em pequenas quantidades, ele tem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias.

Aí que entra o benefício dele nos bebês. Em contato com a pele do bebê, o colar libera micro partículas desse ácido, servindo como um calmante natural, ajudando também no desconforto da dentição e aumentando a imunidade dos pequenos.

Mas funciona mesmo?

Não foi comprovado NADA cientificamente. Mas, pais que usam em seus filhos garantem a eficácia do colar.

Minha experiência

Mas vamos ao que interessa. Casos práticos.

Marina sempre foi MUITO agitada…e sempre sofreu muito com o dente.

Tentei camomilina C, tentei shantala, chá de camomila….enfim…TUDO. Mas nada tirava o desconforto e nem a acalmava.

Solução: apelar para o Colar de Âmbar, afinal de contas….sou mãe….e pagar a língua faz parte da maternidade, pois jurava que isso era modinha e eu nunca ia cair nos encantos desse colar.

Paguei a língua bonito e não tiro o colar do pescoço dela.

Mas mandando a real nua e crua é que o colar como calmante natural não funcionou. Marina é uma criança super tensa, agitada….mas é da personalidade dela. E também não posso esperar um milagre né? Apesar de eu querer um pra ver se a bichinha se acalma rs.

Mas em relação ao dente foi tiro e queda. Ela parou com a babação, parou de colocar a mãozinha na boca e depois que coloquei o colar, NUNCA teve febre. Aliás, ela nem se quer ficou doente.

Quando o nariz começava a escorrer, durava uns 3 dias e não passava disso. Nunca evoluiu pra nada. Se é coincidência ou se são os efeitos do colar eu não sei, Mas em time que está ganhando não se mexe.

Se eu recomendo?

Sim….recomendo….ver os dentinhos crescendo sem nenhum problema pra ela já valeu o investimento.

Além disso, usado conforme as dicas de segurança abaixo, mal não faz. Fora que ele é um charme.

É seguro?

Aqui em baixo eu dou umas dicas de segurança recomendada pelos especialistas. Mas a Marina, mesmo sendo da pá virada se adaptou super bem ao colar. Não tentou tirar nenhuma vez. Varia muito de acordo com o perfil de cada bebê.

O que a pediatra dela falou?

Por incrível que pareça, a pediatra não foi contra. Disse que já ouviu falar sobre os benefícios em relação a dentição. Seguindo as dicas de segurança, não custa tentar.

Mas é muito importante seguir algumas dicas de segurança e ficar atenta para algumas recomendações:

  • O colar só funciona se for o verdadeiro, ou seja, da região do Báltico. A maioria das lojas que vendem, tem um certificado comprovando a autenticidade. Mas você pode também fazer um teste (mas abaixo eu explico como).
  • Entre cada pedrinha deve haver um nó. Assim se o colar arrebentar, somente uma pedrinha cai.
  • O colar não deve ser muito comprido para não correr o risco do bebê levar a boca. Recomenda-se que ele tenha em torno de 32 cm.
  • O fecho deve ser de rosca e coberto com uma resina para que a criança não consiga abrir.
  • Aqui a Marina dorme com ele. Mas porque ela já acostumou, mas não é recomendado que o bebê durma com o cordão.

Como saber se o cordão que comprei é verdadeiro?

  • Coloque uma gota de álcool em uma das pedrinhas. Se ficar viscosa não é o verdadeiro.
  • Faça uma mistura de uma parte de sal com duas de água. Coloque uma parte do cordão. Se boiar É VERDADEIRO.

Se você tem alguma dúvida pode mandar email. E não deixe de seguir a gente no instagram: @encontrodemamaes

Compartilhe com suas amigas grávidas ou que foram mães agora.

 

Desacelere…Por você…Por eles…

A vida ligada no piloto automático blinda nossa visão, impedindo que enxerguemos as coisas na sua essência e nos entreguemos por inteiro no momento.

Quantos dias você não acorda pensando no que dar de café da manhã para as crianças, na roupa que tem que ir pro trabalho ou na conta que tem que pagar?!

Ok! Você deu o café da manhã… saiu pra trabalhar com aquela roupa que você ficou montando na sua mente. Pagou sua conta. E agora? Qual vai ser o almoço delas? E o meu? Putz tenho que ir no mercado… E o relatório pro chefe? Vou fazer antes ou depois da reunião? Putz mas hoje eu tenho reunião na escola! Como vou fazer? Amanhã chego mais cedo… ou não… saio mais tarde, é melhor…

Confessa…É ou não é assim na maior parte do tempo?!

Aqui em casa como mãe de duas é exatamente assim:
“Bela, vamos tomar banho! Seu pai escovou o seu dente? Calça lá o sapato! Marina, fica aí no carrinho enquanto dou o almoço da sua irmã. Putz! Marina dormiu. Bela, Pega a mochila e corre que estamos atrasadas.” Corre…corre…corre… e quando eu olho ela cresceu.
Quando eu olho as duas cresceram.

Meu Deus… quanto tempo eu não fico assim, como nessa foto com a Marina?! Quem me acompanha no #stories no instagram (se você ainda não segue…corre lá: (https://www.instagram.com/encontrodemamaes/) viu eu ninando ela… uma coisa que faz tempo que eu não faço. Talvez por ter que cuidar da mais velha, talvez por falta de tempo, talvez uma desculpa pelo excesso de informação que carrego e coloco nas meninas e ficar parada ninando daria uma certa angustia…sensação de tempo perdido?! #quemnunca #mejulguem .

O fato é que esses dias a Marina estava irritada. Ontem o dia foi complicado. Ela não dormiu. Eu me irritei. Mas talvez ela só estivesse querendo que eu desacelerasse.. que tirasse essa venda dos meus olhos que me impedem de ver a magnitude do momento presente.

As vezes precisamos de um choque de ralidade pra essa cegueira temporária passar e vermos as coisas da maneira mais banal.
.
Bem… , essa semana foi o Dia Internacional da Mulher e dentre todos os bônus de ser mulher com certeza esse é o mais importante. Termos a sensibilidade de perceber, nos reiventar e fazer diferente… resolvendo GRANDES problemas… com pequenas atitudes.

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